sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mudei!


Por ora, esse blog será deixado no escanteio pra eu tratar de outros assuntos no MEU blog: www.lalobitalobinha.blogspot.com

See you there!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Ana que virou Nana

Era uma vez um pai e uma filha. E o tal pai resolveu que, talvez por peso na consciência por vê-la tão pouco, ou por vontade de agradar, decidiu dar á filha um presente, um animalzinho, já que tanto a filha como o filho reclamavam no tal “dia da visita” que a mãe e a avó, dona-da-casa não queria nenhum animal lá.
Talvez para o pai, ele seria para a menina uma espécia de herói, confrontando a ex-mulher e a ex-sogra, dando-lhe um bichinho. No dia de visita, levou a filha para passear e perguntou-lhe se ela queria algum bichinho. Durante a tal conversa foi decidido: ele lhe compraria um gato.
Mas a menina não se interessou pela oportunidade de compra, e como havia ouvido comentarem na vizinhança, pediu ao pai que fossem ao Centro de Controle de Zoonoses. Perguntou ao segurança da guarita onde ficavam os animais para doação. Gatos.
Entraram pelo corredor onde gaiolas e mais gaiolas haviam com todo tipo de gato. Tinha adultos, filhotes, vellhos (poucos), enfim. A menina, talvez por medo de não poder ficar com o gatinho (ela mesma sabia da aventura que era bater de frente com a mãe para ter um animalzinho, ainda mais um gato, que a mãe sempre dizia ter “nojo”), também estava um tanto empolgada, mas um pouco desanimada. Sabia que fim teria a tal aventura. Passou olhando sem dar a mínima atenção. Até que algo puxou sua blusa, na altura do ombro. Pensado ela ter se enganchado em algo, olhou para trás. Viu uma patinha preta e peluda, uma pequena criaturinha felina passou a patinha pelas grades da gaiolinha e puxou a blusa da garota. Logo que foi amor á primeira vista, lógico que a menina olhou e pensou “é essa”, e ao que tudo indica, a gatinha tinha pensado o mesmo.
Obviamente, a menina não pode ficar com a gatinha, que após longa discussão, foi feito um acordo que a gata ficaria com o pai e a madrasta. Ambos adoravam animais naquela época, e parecia que a gata seria bem tratada. Por alguma razão, o nome da gata era Ana. Ninguém escolheu, ninguém a batizou. Ninguém sabe como nem por que, mas o nome dela era Ana, que virou Nana.
A filha cresceu vendo praticamente nunca a Nana. E a Nana parecia ter uma vida boa. Ração da melhor qualidade, vacinas em dia (ok, essa parte não deve ter sido tão gostosa quanto ração), tardes de banho de Sol na barriga. Muito colo e carinho.
Quando a menina ficou mais velhinha (se dá pra ficar velhinha com 14 anos), ela foi morar com o pai. E com a Nana. Por um ano inteiro, fora feliz com a Nana, mas infeliz com o pai e a mdrasta. E foi embora, jurando á gatinha que voltaria. Mas a gata estava feliz, e parecia não se importar, contanto que as coçadinhas debaixo do queixo e colinhos quentinhos continuassem. E a menina pensava o mesmo.
Algum tempo depois, a madrasta engravidou, e verdade seja dita, o amor que ela tinha por animais se desviou numa série de maus-tratos, rejeição e abandono total da Nana. Nada mais de coçadinhas, nem colinho, nem carinho. Ração despejada no pote, e o apelido nada carinhoso de “demônio”. Sem mencionar a criança mimada que podia puxar os pêlos e bigodes da gata. E ai dela se não gostasse. A chinelada era certa, e forte.
A menina, assistia a tudo quieta, pois de qualquer forma, a madrasta e o pai sustentavam a gata. E a menina assistiu por aproximadamente dois anos os maus tratos, tentado compensar quando ia visitar “a irmãzinha”, pegava a Nana, brincava, fazia carinho, enfim, tudo.
Mais alguns meses se passaram e a garota foi morar sozinha. E logo de cara, perguntou a madrasta se ela não queria devolver o “demônio”...e claro, ela voltou ao colo da primeira dona.
E foram felizes durante muito, muito tempo. No primeiro casamento da dona, a Nana não gostava do homem que estava morando com elas. E estava certa, pois ele era um tanto agressivo. Não teve nenhuma vez que o homem gritasse com a dona, que a Nana não ficava em volta, de prontidão, e por vezes, atacava. Nunca aconteceu também do homem conseguir ter alguma proximidade com a Nana, que bufava, rosnava ou se afastava dele em toda oportunidade.
A dona ia trabalhar todo dia de manhã, e quando saía de casa, fazia um gradinho na gatinha antes. A Nana, carinhosa e esperta que só, ficava observado a dona pela fresta da porta até que ela fechasse a porta completamente. Aí, com a porta fechada, ela de um lado e a dona de outro, começava a miar. Um miado fraquinho, manhoso, que dizia algo como “não vai, não!”.
Quantas vezes a dona acabava chegando atrasada no trabalho por que o plano da Nana funcionava, e ela acabava deitada no chão coçando a barriga da gata, pegando-a no colo, ninguém sabe. Só se sabe que foram muitas, mas muitas vezes que isso aconteceu.
E a vida seguiu seu curso normalmente, tanto para a dona, que estava no segundo casamento, e depois, casamento nenhum de novo, quanto para a Nana, que vivia de volta como sempre quis. Muito carinho, coçadinhas debaixo do queixo, colinho de madrugada (ou a qualquer hora do dia que ela, a dona estivesse em casa), ração á vontade, ração em lata de vez em quando, por mimo, caixinha de areia limpa e uma almofada fofinha, para quando não houvesse ninguém em casa. Tudo isso e mais um pouco: ela se tornara a confidente da dona, era a gata preferida (sim, tiveram outros junto da Nana), apesar de uma crisezinha de ciúme aqui e ali, Nana sabia que ela seria sempre a preferida. Era ela quem atacava a dona e a dona entendia. Era ela que era abraçada e agarrada quando a dona estava ás lágrimas, provando que gato sabe dar colo tanto quanto receber.
A dona gostava de dizer que era a humana da Nana, e nunca a Nana havia sido a gata dela. E a amizade delas durou e foi sempre muito, mas muito mais fiel e firme do que muitos humanos que passavam pela vida da dona, e a dona sabia disso. Entendiam-se como poucos humanos conseguem se entender.
A mãe da dona, quando foi visitar a filha, passou a gostar de gatos. Melhor, ela gostava de “Nanas”. Não era pra qualquer gato. Toda vez que a dona trazia um gato novo, dizia que queria ter gatosnovos enquanto a Nana estivesse viva, para que ela ensinasse o jeitinho dela de ser.
Passou o tempo, e a Nana foi envelhecendo. Os bigodes ficaram ralinhos, as sonecas mais longas. Nunca mais a Nana brincou com araminhos de pacote de pão, nunca mais roubou elásticos de cabelo. Aos poucos, parou de trazer os elásticos na boca, colocou-os no colo da Dona e miou pedindo para que a dona jogasse o elástico para ela brincar.
De mansinho, a Nana foi ficando mais sonolenta, preferia mil vezes um colinho e carinho do que brincar. Não corria mais pela casa chamando a dona para um pega-pega. Foi envelhecendo. E ficando velha, foi ficando comicamente azeda. Miava quando tocavam nela, miava quando se pegava ela no colo, miava quando era chamada, ficava brava quando ouvia assobios. Ficava muito brava quando a dona gritava, por vezes atacava a dona.
A dona conheceum um homem, e dessa vez, Nana não foi nem receptiva demais, nem arisca (se é que algum dia ela havia sido). Recebeu-o bem, gostava dele e lhe dava carinho. Ele era o dono. Dormia no colo dele sempre que havia chance, e por vezes, Nana parecia confusa quanto a que colo iria querer. A dona ou o dono?
Então eles se mudaram para uma apartamento com quintal, e lá Nana foi feliz, pois tinha banho-de-Sol á vontade. E por vezes, esacapava pela porta quando a dona ou o dono chegavam e fugia para comer o matinho que crescia no vaso do corredor. Mas o lugar não era bom para os donos, que saíam para trabalhar todo dia. Havia muito assalto na regiao. Por não terem para onde mudar, foram para a casa do dono, onde a Nana, já velhinha, fez sua última estripolia. Pulou da janela do quarto, e foi pelos telhados até a casa do lado, e da casa do lado, para a escolinha infantil que tinha ali. Lá ela caiu, e ficou presa dentro da escolinha (já era de madrugada). A dona desesperada, depois de horas chamando e pensando em como tirar a Nana de lá, percebeu uma fresta entre a porta da escolinha e o chão, e pediu ao dono que forçasse a porta. E assim a Nana foi salva de sua última arte, arrancada e espremida debaixo da porta.
Alguns meses depois mudaram-se de novo, para um apartamento. Pequeno, com pouco Sol, mas tanto a Nana quanto os outros gatos não reclamavam mais de tantas mudanças. Bastava-lhe a companhia. Uma vizinha na nova residência dava-lhe um matinho, que tanto a Nana gostava que os donos questionavam se ela seria uma gata vegetariana.
Até que, aos pouquinhos, bem silenciosamente, o apetite da Nana foi ficando cada vez menor. Os donos davam-lhe ração em lata, a preferida dela, mas ela comia cada vez menos. Parecia que algo havia errado com a gatinha. Levaram em um veterinário, mas só a consulta já fora um golpe duro no bolso dos donos, e ficou difícil fazer os exames que precisavam fazer. Mas ela sempre fora uma gata forte, e eles tinham certeza que tudo ficaria bem.
Não ficou. O apetite da gatinha se reduziu a nada. Nem ração em lata, nem ração seca. Ficava o dia todo deitadinha, e por vezes soltava um miado fraquinho. Não era nem um “miau”, era mais um “hmmm”.
Um dia, quando a dona chegou em casa, foi ver no sofá como estava a Nana. Ela se sforçava, mas não conseguia respirar. A dona em desespero não sabia o que fazer, pois era tarde, não havia pet shops abertos. Mas lembrava-se de ouvir dizer que uma veterinári morava no prédio. Pegou a Nana no colo e foi correndo até o apartamento da vizinha veterinária. Examinou a Nana e, depois de ouvir os poucos relatos que a dona conseguia fazer, concluiu: era pneumonia. Provavelmente por isso ela não comia. Com o nariz entupido, não sentia o cheiro dos alimentos, e não comia. Nana foi tratada com antibióticos, vitaminas e uma ração em lata especial para que ela ganhasse peso. Afinal, ela foi de 4,700 pra 3,500 Kg em poucas semanas.
A semana passou, e parecia que a pneumonia também. Mas Nana ainda não comia. Apesar de várias tentativas dos donos, ela virava a cara pra comida. Por vezes, ela concordava em lamber um pouco da ração em lata. Mas não passava disso.
Voltou á veterinária, que sugeriu levá-la á clínica dela para tomar soro durante o dia. Os donos concordaram. Na Quarta e Quinta-Feira, Nana voltava um pouco animada, mas mal conseguia andar. Na Sexta, a veterinária trouxe a Nana depois da última sessão de soro. E o exame de sangue: os rins da Nana falharam, e isso trouxe-lhe a falta de apetite. Sem comer, o corpo dela alimentava-se da própria gordura, e saturava o fígado, que também já estava debilitado. A falta de comida não era substituída pelo soro, e a gatinha estava com o Sistema Nervoso comprometido. A dona, já em lágrimas, avisou ao pai o que ela estava passando. Ele lhe agradeceu, e ambos concordaram que, apesar de difícil, chegava a hora de dar um fim ao sofrimento da gatinha. Por isso, a dona resolveu aproveitar o feriado, e cuidar dela em casa. Chega de ficar sozinha numa clínica o dia todo, chega de cateter e de ficar sem a companhia de quem sempre a amou. A dona triturava a ração especial para problemas renais num pilão (por não ter liquidificador), misturava com água, e enchia uma seringa com a “sopa”, injetando-a na boca da Nana. O dono ajudava segurando ela, e limpando a boquinha dela.
No final do feriado, Segunda-feira de madrugada, Nana se deslocou do sofá na sala para o armário no quarto. Para ficar perto dos donos. A dona pegou-a do armário, envolveu-a com uma toalhinha e a pôs para dormir entre os donos. A dona não dormiu.
De manhã, antes de ir para o trabalho, a dona foi dar-lhe mais uma esguichada de sopa goela abaixo. Mas a Nana não conseguiu engolir. O dono, assustado, tentou colocá-la em pé. Mas as patinhas não tinham mais forças, e se dobravam molemente. Os dois se olharam, já em lágrimas, e o dono disse: “vou procurar um veterinário”. A dona pegou a Nana no colo, e ela soltou um fraquinho “miaa...”. A dona pegou seu rabo, puxou as patas, mas a gatinha já estava fraca demais. E morreu ali, no colinho da dona.
Nana foi enterrada com todas as honras, no Horto, numa clareirinha com bastante Sol. A dona e o dono agradeceram á ela por toda a companhia que ela trouxe. Voltaram para casa com os olhos inchados, e quando a dona entrou com o dono no apartamento, e viu aquele vazio, viu que a Nana não estava mais lá deitadinha no sofá, caiu num choro dolorido e sem fim. O dia estava ensolarado, estava lindo. Mas era um dia triste.
A dona está agora tentando trabalhar, mas não iria conseguir se concentrar enquanto não contasse essa história. Essa dona, sou eu. Ainda não consegui recolher as lágrimas, ainda dói como se uma parte de mim tivesse sido levada embora. E ainda tenho medo de voltar pra casa e não ouvir aquele miadinho, de ir dormir e não sentir as patinhas geladas e almofadadas da gatinha que, contando e relembrando agora, era a gatinha cuja história se misturou com a minha própria. O dono também está trabalhando hoje, e ele também está em caquinhos.
Essa semana não parece ser a mais fácil de todas. É dolorido demais amar um bichinho como amei, e ver a sua vida, ver seu espiritozinho desaparecer aos pouquinhos. Mas foi feito o certo. Não sacrifiquei ela, e ela se foi sem sofrer, com o apoio, com coçadinhasno queixo, com o colinho que ela sempre amou. E foi respeitada até o último dia da sua vida. Até os últimos segundinhos dela. E como uma conhecida comentousobre a morte de um amigo, comento agora sobre a morte da minha Ana, que virou Nana: “até dá pra viver sem você, mas fica tão sem graça!”
Não disse nenhum adeus, nem tchau, nem nada. Só a enterrei, e disse-lhe um carinhoso “obrigada por tudo, pretinha. Amo você” e um “a gente se vê ainda...”. O meu Pai e a minha madrasta ficaram tristes, e disseram uma verdade, depois de me agradecerm: “Alê, você fez por ela muito mais do que poderíamos ter feito”. E espero que tenha conseguido fazer a vidinha dela valer a pena.



A Nana é a preta, no momento preferido, os banhos-de-Sol na barriga...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ah, essa vida!


Me prometi nunca, mas nunca mesmo usar esse blog pra desabafos pessoais. Mas não dá! Sou tagarela, alucinada, louca, e coisa-e-tal. E é só eu criar uma regra proibitiva que quase de imediato, me vem um comichão, um arrepio na espinha e um suor frio de tentação de violar a tal regra.
Estive pensando hoje, entre um "próximoooo!" e um "sinto muito, mas não recebi vagas para esse exame hoje", fiquei pensando comigo: "MAS QUE PORRA QUE EU TÔ FAZENDO AQUI?". Certo, estou trabalhando, atendendo pacientes, marcando consultas e exames, muitas vezes ajudando a manter a vida de alguém. Mas...e daí? Por miseráveis oitocentos paus por mês? De repente me senti uma mendiga, me ralando desse jeito, passando nervoso todo santo dia das 08:00 ás 17:00, em troca de um dinheirinho pra comprar pão. Enquanto isso, lá em cima, nossos dePUTAdos aumentaram seu salarinho mais R$75.000 ou milhões, sei lá. Parece absurdo, mas nessa terrinha nada é absurdo.
Já me prometi que até o final desse ano, eu vou mudar de emprego. Já tô em busca, pra dizer a verdade. E quem sabe, num emprego novo, encontre uma razão que valha a pena, do que isso aqui?
Aí descobri: não é o trabalho exatamente que tá me incomodando. É outra coisa. Também não é eu odiar com todo meu coração onde eu estou morando e como tenho vivido sobre dois patamares detestáveis (emprego e endereço). Isso que tá me deixando infeliz. Estou no lugar errado duas vezes por dia. E de tão errado, me dá preguiça, desânimo, cansaço pra ir procurar o meu lugar. Nem que seja pra passar algumas horinhas, preciso muito voltar pro meu lugar. Sabe aquele que você vai com as pessoas que você gosta, tanto que esquece pra onde tem que voltar? Ás vezes gosta tanto que simplesmente não quer voltar?
Saudades das baladas, bebedeiras, porra loquices que eu parei porque, pra variar, o meu barulho não deixava os "adultos responsáveis" dormir. Sabe quem perdeu o sono? Sabe quem ficou incomodado? Eles? NÃO, CARA, EU!
Só a putaria que eu não faço mais, até pq chega uma hora que perde a graça, mas que saudades do Carro Bomba, Baranga, Tomada, os passados churrascos dos Good Félahs (graaaaande Toni the Gomes, que desapareceu depois de casar, bom quem sou eu pra falar, né?)...
Enfim: a minha praia é essa, esse bando de loucos, barulhentos, incômodos, indigestos!Não aqui, trabalhando, estudando, voltando pra casa...só falta me forçarem a usar um taileur e sapatos de bico fino. Mas eu sou moleca, mesmo, sou hippie-junkie-groupie. Mesmo que seja só depois do expediente!
Sabe aquelas amizades que vc faz e percebe que não tinham mesmo como durar? Quando o Luiz tocava no Tubaína, conheci várias dessas. Tem algumas que mantenho até hoje, o próprio Trotta, único visitante do blog, rs...e as pessoas ao redor dele que conheci tb, Feppo, Fefa, etc. Mas só. O cara sabe como sou. Isso faz tudo valer a pena!
Eu era porra loca, feliz e tava onde gostava. Agora sou certinha, careta, infeliz e no lugar errado. Não é à toa que tenho acessos de raiva, me emputeço muuuito mais facilmente, não relaxo em lugares lotados. Tudo isso é porque eu não tô no meu mundinho, no meu lugar. E aí me peguei nessa charadinha: e pq que eu mudei assim? What the fuck was I thinking?


Ah, Jack, meu querido amigo Jack, prometo nunca mais te abandonar, nunca mais fingirei que não te conheço! Desculpe por tudo!


Concordo com quem diz que o problema não é o mundo e sim, nós mesmos. E o meu problema foi ter ido pra um mundo que não é meu. Por isso, gentê, tô indo pro buteco hoje! Se o baby não quiser ir, whatever, eu preciso viver, VIVER! Beber, cair, vomitar, ter ressaca, nariz entupido, nariz sangrando, paranóia, o que for. Mas acima de tudo, quero de volta meus superpoderes, aqueles que me permitem beber todas, fazer de tudo, não esquecer nada, e ainda dizer ao mundo: QUEM NÃO GOSTOU, FODA-SE!
E aos meus pretensos amigos, minhas recordações!
Aos meus inimigos, ou quem não sabe se é ou não, fica aqui meus mais sinceros desejos: morram, peguem gonorréia de seus (suas) fiéis namorados (as)...mas vá pra longe de mim, e morra nas trevas com vermes devorando suas entranhas!
Pq eu vou ser feliz com o verme da tequila!
Sabe porque? Por que eu sou, sempre fui LOUCA, mas essa foi a primeira vez que fui uma louca infeliz. Agora é hora de voltar atrás, e isso não é vergonha nenhuma!

Fãs de House...

Recebi não lembro quando, nem onde, em um dos meus 50000 endereços de email (sério, já usei todo tipo de provedor, UOL, gmail, hotmail, terra, aol, etc e etc...)





10 Sintomas de quem assiste muito HOUSE
Logo no dia em que saiu a notícia que House é a série mais vista do primeiro trimestre de 2008 na TV paga, estava eu perambulando lá pelo Omek, quando vi um TOP bem interessante sobre House.

Na verdade não é bem um TOP, é mais uma listinha apontando alguns sintomas de quem assiste muito a série. Vale a pena, quem sabe você está agindo parecido com o Dr. e ainda nem percebeu...





Você sabe que está vendo muito HOUSE quando...



01. Duvida dos diagnósticos do seu médico

É apenas uma gripe, doutor? Nada disso. Tenho certeza que é aquela infecção que ataca o cérebro, ou então, uma doença auto-imune que está aos poucos destruindo meu organismo. Quem vê muito HOUSE só acredita nos diagnósticos mais imprevisíveis.


02. Perde os amigos, mas não perde a piada

Depois de rir com tantas piadinhas ofensivas de House, você se pega zoando seus amigos sem papas na língua. Com tanto sarcasmo vindo à tona, ninguém é perdoado.


03. Acredita que todo mundo mente

Não importa se é amigo, parente, namorado ... Todo mundo mente. Esta é a máxima pela qual House vive e diagnostica seus pacientes. Os fãs mais obcecados do médico também acreditam nisso.


04. Sabe o que é tomografia, ressonância magnética, biópsia, punção lombar...

Com tantos exames e procedimentos em cada episódio de HOUSE, você vira craque em saber para que cada um serve mesmo se nunca pisou em um hospital.


05. Começa a dignosticar todo mundo ao seu redor

Se alguém tosse, é tuberculose. Se outro desmaia, você já acha que ele vai precisar de uma cirurgia no cérebro. Se ainda estiver em dúvida: é lúpus! Depois de horas e horas em frente a TV assistindo a série, qualquer um se acha o mestre dos diagnósticos.


06. Dá apelidos maldosos para as pessoas

Vadia manipuladora para uma médica, cabeção para um menino com deformidades, AMOR IMENSO para outro médico mórmon... House é mestre em dar apelidos ofensivos para as pessoas e cuidado: a mania pode pegar.


07. Desobedece as regras sem nenhum arrependimento

Se você acha que está certo, sai de baixo! Inspirando-se no comportamento de House, não existem leis, normas ou códigos de ética que impeçam você de conseguir o que quer.


08. Começa a achar a bengala de seu avô ou avó o máximo!

Andar mancando com uma bengala virou a coisa mais cool depois de Gregory House. E ainda vale usar a bengala para brincar com uma bola, fazer as pessoas tropeçarem e manipular com as emoções alheias.


09. Acha que Hugh Laurie merece todos os prêmios de melhor ator do mundo

Primeiro: o cara é inglês e faz um sotaque americano tão perfeito que muitos americanos nem imaginam que ele é da terra da Rainha. Graças a sua atuação incrível, quem acompanha HOUSE torce para Hugh Laurie levar todos os prêmios possíveis


10. Arranja o seu próprio Wilson

Como House, você tem aquele único amigo que atura sua arrogância, te dá conselhos que você nunca ouve e ainda é capaz de te emprestar aquela grana. E claro, você não dá o mínimo valor para ele...

terça-feira, 8 de abril de 2008

A História Sem Fim

Só pra não ficar sem postar POURRA NENHUMA hoje...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Importante

Todo mundo que estuda já passou por uma situação chata por professores doutrinadores, que impôem de uma forma ou de outra sua ideologia. Pra exemplificar:

Natureza do Problema: Pressão para que alunos expressem determinados pontos de vista / Avaliação dos alunos influenciada por sua convicção política ou religiosa / Outros: não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas; utiliza-se da função para propagar idéias e valores, constrangendo os alunos que não partilham dessas idéias e valores.
Meu nome é Mariana Esteves Statzner, sou aluna do curso de Pedagogia da Universidade Federal Fluminense (UFF), e gostaria de denunciar o abuso de poder cometido pela professora Yolanda de Oliveira, que leciona a matéria de Didática na instituição citada.
O incidente ocorreu na aula do dia 15/05/2006, quando ela pediu que fizéssemos uma redação abordando duas questões. Na primeira, teríamos que relatar a globalização que temos (ou seja, o sistema político atual - o capitalismo). Num segundo momento, abordaríamos a globalização que queremos. Então, perguntei a ela se alguém estivesse satisfeito com o sistema atual teria que abordar a segunda questão também.
Simplesmente, ela disse que era inadmissível que houvesse alguém dentro daquela academia que concordasse com o sistema atual e, caso ela encontrasse uma redação pautada nisto, teria que encaminhá-la ao colegiado, pois a UFF não pode aceitar esse tipo de aluno. E para completar ressaltou que a pessoa que aceita o sistema tal como ele é (perverso), também é perversa (tudo isso falado na frente de cerca de 40 alunos). Me senti o verdadeiro ''monstro do sistema universitário'' por assumir uma posição capitalista.
No momento não falei absolutamente nada. Esperei o término da aula e fui falar com ela. Expliquei que ela havia me humilhado na frente de toda turma e que achava muito estranho um pedagogo assumir uma postura desse tipo, pois acredito que a opinião alheia tem que ser respeitada acima de tudo. E ela novamente ressaltou que a pessoa que aceita o sistema perverso que temos é perversa.
Quero destacar que em nenhum momento discuti com esta senhora e que as coisas que disse a ela foram as seguintes: que eu não acredito em igualdade social; que, desde que o mundo é mundo há as pessoas que mandam e as que obedecem; e que o que gira o planeta é o dinheiro. São verdades. Ao menos, as minhas verdades.
O que venho discutir aqui após este relato é a questão da liberdade de pensamento, que está na Constituição Brasileira. A senhora em questão além de não aceitar minha opinião, ainda fez questão de me humilhar, de me expor ao ridículo na frente de outras pessoas. Ressaltando sua ideologia (que seria a igualdade social. Uma sociedade justa. Talvez, socialista, não sei dizer) em detrimento da minha crença.
Acredito ainda que o papel da universidade é formar cidadãos críticos e não passivos, que necessitem dizer 'amém' a tudo o que os professores dizem. Estamos no meio acadêmico para trocar experiências, conhecimento e para questionar até mesmo valores e crenças que trazemos antes mesmo de ingressarmos na academia. Então, para concluir, se esta senhora possui sua crença e acha inadmissível que seus alunos não possuam a mesma, no mínimo teria que discutir isso enquanto coletivo, e não impor, de forma autoritária e CRUEL, sua ideologia.
No dia 16/05/2006, estive conversando com uma pessoa de inteira confiança de minha família e acima de tudo, minha amiga. Ela é formada em pedagogia pela UFF e leciona há 30 anos em escolas da rede pública do município do Rio de Janeiro.
Após relatar o ocorrido, ela questionou diversas atitudes de minha parte para compreender a posição da professora em questão. Questionou sobre minha orientação política, e me mostrou que não tenho embasamento teórico referente a algumas questões.
Ela entendeu a postura da professora como alguém que não concebe uma pessoa que aceita, sem questionamentos, o sistema tal como ele é. Ou seja, o capitalismo selvagem.
Após conversar com ela, refleti sobre diferentes ângulos. Acredito que vários de meus conceitos estão no plano do 'achismo', enquanto deveriam ser pautados em teorias. Ou seja, a professora deveria ter aproveitado a ocasião para conversar e discutir estes conceitos (o que é o capitalismo, o socialismo, a questão da igualdade social...), e não responder de forma autoritária e cruel a pergunta feita.
Também parei para refletir sobre sua prática pedagógica. Como um EDUCADOR pode humilhar um aluno na frente de uma turma inteira? Se sou uma pessoa que sofro de baixa-estima, o que teria me acontecido após esta situação?
Acredito agora ter entendido o porquê da revolta da professora. Embora eu aceite determinadas práticas dentro do capitalismo, critico diversas outras. O que ela deveria ter feito era ter orientado a turma como um todo, e não ter imposto a sua opinião em detrimento de outras.
Como futura educadora questiono sim a prática desta senhora, pois acredito que ninguém deva impor a sua opinião, crença, ou idéia em detrimento de outra. Uma das funções do educador é formar pessoas que pensem livremente, e que saibam criticar e questionar os fatos.

Esse relato é verdadeiro, extraído do site: www.escolasempartido.org , esse site é um achado, se quer a minha opinião, é uma puta ferramenta pra ter um ensino decente. Por que sério, tem coisa pior do que assistir a aula de uma matéria que a gente goste, e ao invés de aprender a matéria, aprender as opiniões pessoais do professor? Pior ainda, acabarmos obrigados a concordar com ele?
Vê o site: www.escolasempartido.org

sexta-feira, 28 de março de 2008

Orientação básica para sextas-á-noite e finais de semana

Esse eu peguei lá no Capinaremos (www.capinaremos.blogspot.com), o blog é pequeno e desconhecido (o meu, não o referido, rs)...
Seguinte: dormi mal pra cacete, não sei pq, mas isso aconteceu o mês inteiro, tô esperando a sala esvaziar pra poder tirar uma soneca básica (trabalhar em Hospital tem essas vantagens, maca em todo canto)...
Segue abaixo o Guia essencial de Finais-de-semana e Sextas-á-noite:


Legenda, para caso você não tenha entendido alguma:

Horizontal, da direita para a esquerda:
Cerveja, Tequila, Maconha, Pílulas (Ecstasy e etc), Cogumelos Alucinógenos, Burritos, Pimentas Ardidas, E uma sacola que contém algo apimentado/fedorento (?!).

Vertical, de cima pra baixo:
Cerveja, Tequila, Maconha, Pílulas, Cogumelos Alucinógenos, Corrida, Skate, Dança, Direção, Amor, Ovelha e Conversa.